
A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré é uma ferrovia construída entre 1907 e 1912 para ligar Porto Velho a Guajará-Mirim, no atual estado de Rondônia, no Brasil.
Ficou conhecida à época como a "Ferrovia do Diabo" devido às milhares de mortes de trabalhadores ocorridas durante a sua construção devido às doenças tropicais, complementar à lenda de que sob cada um de seus dormentes existia cadáver.
Ficou conhecida à época como a "Ferrovia do Diabo" devido às milhares de mortes de trabalhadores ocorridas durante a sua construção devido às doenças tropicais, complementar à lenda de que sob cada um de seus dormentes existia cadáver.
Posteriormente, no contexto do ciclo da borracha e da Questão do Acre, por efeito da assinatura do Tratado de Petrópolis, de 1903, com a Bolívia, que conferia ao Brasil a posse deste último, iniciou-se a implantação da Madeira-Mamoré Railway. O seu objetivo principal era facilitar o escoamento da borracha boliviana e brasileira, além de outras mercadorias, para um trecho onde a mesma pudesse ser embarcada para exportação, no caso, em Porto Velho, onde as mercadorias seguiam por meio de tranporte fluvial, pelo rio Madeira, posteriormente seguindo pelo rio Amazonas. Anteriormente, esses produtos eram transportados arduamente por índios em pequenas embarcações, sendo obrigatória a transposição de inúmeras cachoeiras no percurso.
Em agosto de 1907 a ferrovia foi encampada pelo megaempresário estadunidense Percival Farquhar.
Em agosto de 1907 a ferrovia foi encampada pelo megaempresário estadunidense Percival Farquhar.
O último trecho da ferrovia foi finalmente inaugurado em 30 de abril de 1912, ocasião em que se registrou a chegada da primeira composição à cidade de Guajará-Mirim, fundada nessa mesma data.
Após cinco anos de paralisação, em 2 de novembro de 2005, uma composição faria uma única viagem, transportando convidados para participar de uma missa de Finados no Cemitério da Candelária, em memória às centenas de operários de diversas nacionalidades que faleceram durante a construção da ferrovia .
Finalmente, a 10 de novembro de 2005, a ferrovia histórica foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) , embora continue sem operação de trens regulares, com grande parte de seus trilhos e de seu patrimônio completamente abandonados.
Registra-se que, desde 1982, a União tenta repassar ao governo do estado de Rondônia os remanescentes do patrimônio da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, hoje sob a responsabilidade da Gerência Regional de Patrimônio da União (GRPU). Tal transferência é bastante aguardada, pois o Governo Estadual já demonstrou pleno interesse na recuperação da ferrovia. Todavia, razões estritamente burocráticas impedem tal repasse, prolongando mais ainda a agonia deste importante patrimônio brasileiro.
FONTE:Moradores/Wikipédia
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